24/02/2017

Sessão de modelo na Casa Atelier Vieira da Silva | Nude model session at Casa Atelier Vieira da Silva.





22/02/2017

Vasco - 8 anos!

O meu filho Vasco fez hoje 8 anos, e recebeu uma bicicleta de presente. Os desenhos ajudam-me a perceber que ando sem imaginação, mas talvez equilibrado e justo. Para perceber o que digo, é preciso recuar dois anos e meio, e ver este post AQUI.

My son Vasco celebrates his 8th birthday today, and he received a bike. The drawings help me realize that I´m having, probably a lack of imagination, but maybe balanced and fair. To understand what I just said, we need to go back two and a half years, and see this post HERE.


20/02/2017

Filipe Pinto

Conheci o Filipe Pinto naquele que foi, seguramente, um dos dias importantes da minha vida, o dia em que me tornei Urban Sketcher. Foi a 1 de Setembro de 2012, um Sábado quente de Verão, e a pretexto de um workshop de um (para mim) desconhecido Richard Câmara, que fiz os primeiros desenhos num caderno. Desde então que nos cruzámos muitas vezes, em workshops ou encontros, eu sempre com uma curiosidade de menino, a espreitar os cadernos do Filipe, e a perceber como ele, também como eu, andava a evoluir nisto dos desenhos em caderno.
Já o tinha comentado com alguém, mas nunca com ele, e disse-lhe este Sábado, no Museu do Carmo: eu acho mesmo que os desenhos são iguais às pessoas que os fazem. Dei exemplos dos desenhos do José Louro e do Salavisa, que tanto admiro, e de como eles são iguaizinhos àquelas linhas. Alguém que conheça, por exemplo, o João Catarino, não entende que aquela poesia feita com pincéis é igualzinha ao sujeito? Como o Filipe Pinto, que tem desenhos como ele, pacientes, programados e silenciosos, mas afinal tão ricos por detrás daquelas linhas e aguarelas sem imperfeições. Dali não se espera uma coisa estouvada, nem no caderno nem na pessoa.

Desenhei e escrevi parte da palestra do Filipe, e coisas soltas do Museu do Carmo. 
Será que os meus desenhos também de parecem comigo?

I met Filipe Pinto in a day that was surely one of the important ones of my life, the day I became an Urban Sketcher. It was on September 1st in 2012, a hot summer Saturday, and under the pretext of a workshop of one (for me) unknown Richard Câmara, that I made the first drawings in a sketchbook. Since then we have often met in workshops or meetings, always with such a curiosity, peeking at Filipe's sketchbooks, and realizing how him, like myself, was progressingin this sketchbook thing.
I had already mentioned it with someone, but never with him, and I told him this Saturday at the Carmo Museum: I really think the drawings are similar to the people who makes them. I gave examples of the drawings of José Louro and Salavisa, which I admire so much, and how they are similar to those lines. Someone who knows, for example, João Catarino, does not understand that that poetry made with brushes is just like him? Like Filipe Pinto, who has drawings like him, patients, programmed and silent, but after all so rich behind those lines and watercolors without imperfections. From there you do not expect anything out of place, neither in the sketchbook nor in the person.

I drew and wrote part of Philip's lecture, and loose things from the Carmo Museum.
Do my drawings also look like me?



12/02/2017

World Sketching Tour - a tournée

O Luís Simões fez uma pausa ao fim de quase 5 anos, antes de retomar a extraordinária aventura de desenhos pelo mundo fora. Este Sábado inaugurou uma exposição na Casa Atelier Vieira da Silva, onde mostrou cadernos e desenhos originais, seguida de uma conferência. Falou do propósito da viagem, os desafios que encontrou mas também dos medos. Que ao que parece já perdeu porque em breve volta "à estrada" para terminar a jornada, América e África são os senhores continentes que se seguem.

Créditos fotográficos Anisa Subekti

After almost five years,Luís Simões did a pause in his extraordinary adventure of drawings around the world. This Saturday open an exhibition at the Casa Atelier Vieira da Silva, where he showed original sketchbooks and drawings, followed by a conference. He spoke of the main purpose of the journey, the challenges he found, but also the fears. The last ones seems he have already lost because he will soon returns "to the road" to end the journey, America and Africa are the next continents.

Photographic credits Anisa Subekti



06/02/2017

O Humor e a Religião

Teatro São Luiz apresenta um conjunto de sessões dedicadas a conversas entre o Humor e temas tão diversos como a Música, Política ou Religião, com a condução dos humoristas Ricardo Araújo Pereira e Bruno Nogueira. A de hoje foi dedicada à relação difícil entre o Humor e a Religião, numa hora e meia que me pareceu sempre tensa e com alguns limites. Talvez não limites, mas algum temor, o mesmo que se tem a Deus. Os convidados eram o Padre e poeta José Tolentino Mendonça, a coordenadora da instalação do Museu Judaico de Lisboa Esther Mucznik e o Sheik David Munir, Imã da Mesquita Central de Lisboa. 
O aviso inicial do desligar os telemóveis, e a proibição de fotografias ou registos vídeo ou audio, deram o mote para o desenho. Os convidados e as conversas fizeram o resto.

São Luiz Theater presents a series of sessions dedicated to conversations around Humor and themes as diverse as Music, Politics or Religion, with the recognized comedians Ricardo Araújo Pereira and Bruno Nogueira. The one of today was dedicated to the difficult relationship between Humor and Religion, that hour and a half  seemed always tense and with some limits. Maybe not limits, but some fear, the same as if you have to God. The guests were the priest and poet José Tolentino Mendonça, the coordinator of the installation of the Jewish Museum of Lisbon Esther Mucznik and Sheik David Munir, Imam of the Central Mosque of Lisbon.
The initial warning to turn off mobile phones, and the prohibition of photographs or video or audio recordings, gave the motto for the drawing. The guests and the conversations did the rest.


30/01/2017

Martim Moniz

Desenhos feitos no Martim Moniz, Lisboa, a propósito das comemorações do Ano Novo Chinês.
Drawings I did at Martim Moniz, Lisbon, under Chinese New Year celebrations. 




26/01/2017

Roque Gameiro

Capela de Nossa Senhora de Monserrate, espalmada entre os arcos do aqueduto das águas livres. O meu primeiro desenho para o desafio do Roque Gameiro.
Nossa Senhora de Monserrate chapel, stretched between Aqueduto das águas livres arches. My first drawing for the Roque Gameiro chalenge.


21/01/2017

tempo - relações sociais - espaço


A manhã estava tão solarenga como fria, e eu sentia-me como um daqueles carros de um antigamente ainda recente, que nas manhãs mais frias demoravam a pegar, mesmo depois de esticarmos aquele botão que aparentemente "puxava o ar". 
Cheguei ao Jardim das Amoreiras às dez horas da manhã. Entrei no museu e fiz a inscrição na oficina. Cá fora bebi um café e comi um bolinho açucarado, daí a nada começava a estupenda oficina da Karina Kuschnir, que veio do Rio de Janeiro carregadinha de estórias antropológicas e invenções para desenhar. Pediu para desenharmos algo que representasse o tempo, as coisas que remetem para a temporalidade do lugar, a data, as coisas permanentes e efémeras. De seguida que desenhássemos relações sociais, coisas vivas, que estão animadas, que mostre um lugar com movimento, com pessoas, animais, plantas e carros. No final, se tivéssemos tempo, que desenhássemos o espaço, separados em grupos e sob diversos pontos de vista, respeitando os quatro pontos cardeais.

Para o exercício do tempo, desenhei o aqueduto, e a fachada daquela igrejinha metida entre as arcadas, a de Nossa Senhora de Monserrate. De seguida desenhei a capa de um jornal do dia, tenebrosa, por sinal. Para o exercício das relações sociais desenhei a Rita Catita, uma coisa viva e muito animada, apesar de enregelada. Não tive tempo para o último exercício.

The morning was as sunny as cold,  I felt like one of those cars from the old times, which on the cooler mornings had problems to turn on, even after we pulled the button that apparently "pulled the air."
I arrived at Jardim das Amoreiras at ten o'clock in the morning. I got in the museum to register in the workshop. Outside, I drank a cup of coffee and ate a sugary cookie, just before the terrific Karina Kuschnir's workshop, which came from Rio de Janeiro loaded with anthropological stories and inventions to draw. She asked us to draw something representing the time, the things that refer to the place temporality, the date, the permanent and ephemeral things. Then we should draw social relations, living animated things, showing a place with movement, with people, animals, plants and cars. In the end, if we had time, we should draw the space, splited into groups chosing different points of view.

For the time exercise, I drew the aqueduct, and the facade of that little church between the arches, Nossa Senhora de Monserrate. Then I drew the cover of a daily newspaper, frightening by the way. For the social relations exercise I drew Rita Catita, a living thing and lively, although she was frozen. I did not have time for the last exercise.